sexta-feira, 23 de novembro de 2012

922-Iniciar-se para a Verdade


QS o novo e verdadeiro quociente

Como vimos nesta série e em outros textos, tudo evolui, tudo anda. Ficamos alguns anos do século XX acreditando que a medida definitiva da inteligência humana era obtida pelo QI - Quociente de Inteligência, pura e simplesmente. Mas, ainda na década de 1990 esse entendimento foi destronado pela nova descoberta, a do Quociente da Inteligência Emocional, oportunidade em que se fez a maior festa novamente porque havíamos descoberto que a nossa inteligência tem predicados suscetíveis de serem influenciados pela emoção. Ainda antes da passagem do milênio vieram à tona os estudos do Quociente da Inteligência Multifocal e novamente aprendemos que a nossa inteligência tem múltiplos predicados suscetíveis de serem influenciados por vários fatores, claro, sem excluir o emocional. E entramos no século XXI fogueteando a descoberta de novo quociente, o QS (que em virtude das autoras serem de fala inglesa, as norte-americanas Danah Zohar & Shana Marshal, escreve-se com S {Spiritual) – que quer dizer Quociente Espiritual), esclarecendo-nos que a verdadeira inteligência reside no espírito. O QS está ligado à necessidade do ser humano ter propósito e objetivo na vida, isso que tão exaustivamente esta série vem explorando quando fala dos sonhos – sonhados de olhos abertos e reforçados pelos insights do espírito enviados pelos sonhos sonhados de olhos fechados e também pela prática meditativa, que ainda será enfocada.
As autoras dos estudos do Quociente Espiritual conseguem provar cientificamente a origem a inteligência humana, localizando-a no espírito e obrigando toda a ciência a rever seus conceitos diferentemente elaborados. Evoluímos, pois, pois. Que ótimo!

VENCER COM A ALMA

Sempre que contrariamos as leis naturais pagamos um preço que nos obriga aprender a lição ou sucumbir, dentro da lógica de adaptar-nos às leis da vida ou sermos ejetados para fora de um determinado sistema e mandado para outro. Onde estão as regras da vida? Nela. Muito já se sabe por pesquisa e observação, mas a alma que habita em nós pode ser a melhor conselheira. Está tão próxima de nós e tem total interesse em nosso sucesso! E o que fazemos nós? Nem mesmo lhe perguntamos “como estamos dirigindo?”
Se somos capazes de mover o mundo para aprender uma profissão, ter renda, conforto, prazer, por que não ter em casa um laboratório especializado em sucesso?
Sugestão de Wilda Tanner (coisas simples): Manter contínua observação aos sentimentos, emoções, percepções, sonhos e outros sinais, fazer disso um hábito de anotar e refletir sobre os conteúdos e buscar nisso tudo coerências, nexos. Fazê-lo sem pressa, sem casuísmo, acreditando na única coisa da qual não podemos duvidar: nós existimos e isso não é um acaso nem uma brincadeira.
O que faz o navegador quando inicia uma travessia? Checa todo o equipamento de bordo, pega as cartas climáticas, examina todas as possibilidades de mau tempo, faz previsões, tem sempre um plano B. Em que nossas vidas são diferentes da situação do navegador? Quando Wilda nos pede para prestar atenção, anotar, refletir, meditar, sopesar sobre eventos de nosso dia-dia, inclusive sonhos, ela pede que sejamos gestores de nossas vidas. Quem queira chegar a algum lugar, não pode viver à deriva, ao sabor das ondas, tem de ter um rumo, optar por um desafio. Nisso se aloja a missão.
A nossa civilização ficou muitos séculos afastada de nossas conexões com a porção sagrada que habita em nós e agora temos de ter paciência para desconstruir as cadeias e reconstruir as pontes.
Através da interpretação que fizermos dessa leitura (sentimentos, emoções, percepções, sonhos e outros sinais), irá nascendo o objetivo de viver a DIGNIDADE DIVINA QUE SOMOS e irá se revelando o magnífico mundo da felicidade e do sucesso, contidos em nosso plano para esta vida.
Podes crer, leitor, nossa passagem pelo corpo não inclui o fracasso, nem a destruição. Fracassar e destruir é descaminho.
Se soubermos meditar sobre isso, melhor será. E sobre isso temos de abrir também outra série, neste blog, adiante.  
As pesquisas sobre o pensamento empreendedor, sobre a iniciativa e sobre a realização pessoal ainda são muito pouco conhecidas. Mas, há uma crescente preocupação com o preenchimento do vazio existencial das pessoas de todas as idades. Há, hoje, inúmeros multiplicadores desses ideais fazendo o possível para que mais gente abandone a depressão ou tédio (doentios) por não saberem o que vieram fazer no planeta ou estarem fazendo as coisas com enorme dose de insatisfação. Com isso, esses multiplicadores buscam contribuir para a construção de pessoas mais responsáveis e mais comprometidas com as suas próprias qualidades e com seus próprios sonhos.
Aprender isso é viver.
Viver é sonhar.
Sonhar e acreditar nos desígnios dos sonhos, faz toda a diferença.
Isso também é estar em linha direta com o Espírito.
Já fiz uma breve referência, atrás, sobre uma série específica sobre meditação, que o blog abordará. Continue acessando e lendo nossas postagens e aguarde para breve a série orientadora sobre meditação.

Bibliografia de Apoio à Série 909-922:
Csikszentmihalyi, Mihaly – “A Descoberta do Fluxo” – Ed. Rocco
Denis, Leon - “O Problema do Ser, do Destino e da Dor” – FEB
Dolabela, Fernando – “A Ponte Mágica” – Editora de Cultura
Dolabela, Fernando – “O Segredo de Luísa” – Editora de Cultura
Kardec, Allan – “O Livro dos Espíritos” – Editora Petit
Stoltz, Paul G. – “Desafios e Oportunidades” – Editora Campus
Tanner, Wilda B. – “O Mundo Místico, Mágico e Maravilhoso dos Sonhos” – Editora Pensamento
Young, Evelyn M. – “Sonhos” – Editora Avatar.
Zohar, Danah & Schana A. Marshal. “QS: Inteligência Espiritual“, Record.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

921-Iniciar-se para a Verdade


Quando somos melhores e mais felizes?

O que seria a frustração e o que seria a realização? E o sucesso? E a felicidade?
A frustração, o desgosto, a depressão e mesmo as fugas pelos desvios dos vícios e até mesmo o suicídio, são conseqüências do fato de não ter sonhos, de não saber qual é o sonho ou da triste realidade dos sonhos desfeitos e da incapacidade de substituir um sonho por outro.
A realização nada mais é do que a concretização de um conjunto de planos ou idéias. Que plano ou que idéia teria motivado nosso espírito a encarnar? Talvez não seja preciso isso (preto no branco) para admitir que o caminho está correto. Talvez o sentimento de entusiasmo naquilo que fazemos seja a resposta.
A felicidade, bem, a felicidade tem a ver com fazer o que se gosta e se crê, estar com quem se gosta e respeita, principalmente, e isso nos remete para a realização dos sonhos, sonhos de olhos abertos e sonhos de olhos fechados que, no fundo, são sempre a mesma coisa. Estes são os aspectos em que o imã e os recados recebidos em sonho chamam para o mesmo rumo ou destino.
E o mais espantoso, segundo a pesquisa de um americano autor do livro "A Descoberta do Fluxo" é que a felicidade, que as pessoas tanto perseguem sem conhecer sua essência, na verdade, não é apenas a meta buscada, mas a meta que se nos apresenta como desafio. Fazemos aquilo que gostamos e/ou acreditamos, mas que, longe de uma rotina, nos incita. Isso é tudo.
Não devemos confundir felicidade com prazer. Há um professor que diz que quanto mais necessitamos de prazer, é porque menos satisfações temos com aquilo que fazemos ou temos. Quanto mais satisfeitos estamos, menos necessitamos do prazer fora do trabalho e do lar.
Bem, voltando ao americano da “Descoberta do Fluxo”: ele criou um sistema de medição da satisfação avaliando as sensações de bem-estar das pessoas em vários momentos do dia, escolhidos aleatoriamente. A impressionante descoberta é que as pessoas vivem três vezes mais satisfeitas e sentem-se melhor nos seus ambientes de trabalho do que em seus momentos de lazer (leia-se prazer). Você pode compreender o que isso significa?
Ele foi mais adiante e descobriu ainda que esses momentos de FLUXO, conforme ele denomina, é o tempo que permanecemos nesse estado de prêmio, êxtase ou satisfação, que acontece quando temos desafios de graus elevados, compensados por grande habilidade ao vencê-los. Caso tenhamos um desafio muito grande e pouca habilidade, isso gera ansiedade. Caso tenhamos pouco desafio e muita habilidade, isso gera tédio. Caso sejamos especialistas ou excelentes em algo e enfrentamos grandes desafios, isso gera os momentos de FLUXO: períodos de grande satisfação. E diz que a satisfação proveniente da habilidade de enfrentar e conquistar desafios é muito mais duradoura que os momentos passageiros de prazer, que as pessoas têm quando estão descansando.
As conseqüências lógicas do que foi exposto são que os problemas de nossa vida são responsáveis não somente pelo nosso aprendizado, mas também pela nossa sensação de satisfação.
O nó terá sido dado quando entendemos o problema como prenúncio de derrota. Indo um pouco além, segundo um outro autor americano chamado Paul Stoltz, sabe-se (naquele país) que apenas 25% dos indivíduos vindos das classes A e B chegarão a grandes e importantes posições por mérito próprio. Os outros 75% provêm de classes sociais menos favorecidas, pois desde cedo são expostos a grandes desafios e reúnem uma das maiores competências requisitadas atualmente nas empresas, que é a capacidade de superar obstáculos, também mensurável, segundo Stoltz, e chamada de Quociente de Adversidade. A boa notícia é que o Q.A. assim como o Q.E. (Quociente Emocional) podem ser desenvolvidos. E para onde retornamos? Para a educação. Não é a alma que derrota as pessoas. É a educação das pessoas que derrota suas almas.
Parece que agora já podemos falar da infelicidade. O infeliz é aquele que ainda não achou a coisa certa para fazer ou a pessoa certa para amar. Se desistir de encontrá-los, terá de assumir que suas escolhas foram essas e conformar-se. Ou lutar, provar que é merecedor de algo melhor.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

920-Iniciar-se para a Verdade


Um sistema sofisticado de comunicação

Voltemos à cátedra de Wilda Tanner. Ela assegura que a maior parte da humanidade adquire conhecimento nos sonhos. Por aproximação, temos entre cinco e sete sonhos por noite. Quando temos desenvolvida a nossa forma de lidar com eles, recebemos e temos consciência de lições, orientações, informação, compreensão, conhecimento e estímulo. Nossos sonhos, diz ela, são sinais, obtidos por telas mentais chamando-nos para os nossos verdadeiros caminhos. Alguns desses recados nos chegam diretamente de nossos níveis subconscientes, particularmente, as informações sobre nosso corpo físico e suas necessidades. Outros vêm de níveis conscientes: imagens e fatos diversos, informações para lidar com nossos problemas cotidianos. Mas, na maioria, as lições vêm do nível superconsciente, de nosso Eu Divino ou Eu Superior. Vêm em forma de lições e vislumbres espirituais que nos ajudam na solução de problemas em todos os níveis. Possivelmente tenham a virtude de nos colocar frente a frente com os nossos desafios associados com a grande missão de nossas vidas.
Você gostaria de ter em casa ou carregar consigo um consultor especializado em destino, missão, sucesso, realização, plenitude? Inteiramente gratuito? Nesses tempos de personal training, personal fashion, que tal um personal sucessing? Você já ouviu falar de visionários, bruxos, magos? Sabe o que eles fazem? Eles apenas confirmam para seus consulentes aquilo que seus consulentes desejam que aconteça. E se os consulentes vierem acreditar naquilo que os adivinhos dizem, terão mudado as suas vida para melhor ou para pior, dependendo daquilo no que andem “sonhando”.
Quando a semente do ser humano parte em busca da fecundação do próprio corpo, no ventre da mãe, põe nesse ato todas as suas esperanças, todo o seu entusiasmo, toda a sua energia. O seu objetivo é viver, cumprir uma missão, fazer tudo certo e alcançar a fita de chegada dessa maratona com a dignidade de um vencedor. Não se trata de derrotar os demais, aquilo não é uma competição. Todos os demais “competidores” envolvidos nessa operação, sabem que em 98,89% dos casos há um só óvulo à espera e que em 99,9999% dos casos uma só semente será premiada com a vida. Aquilo é uma travessia na qual cada um tem de vencer a si mesmo. E provar que é capaz de receber nova missão. 
A vida, depois do nascimento, não é outra coisa. Alguém já se perguntou por que a vida nos chicoteia em certas circunstâncias? Estaria ela fazendo a mesma coisa que fazem os cavaleiros quando querem superar um obstáculo em plena cavalgada ou numa prova de hipismo? A reposta é sua.
Para desenvolver uma Cultura Multidimensional, o primeiro requisito é sentir-se divino, entender o prêmio da vida como outorga, dádiva, mérito, honra, dignificação, homenagem divina, claro, nunca para que o outorgado se atire nas cordas ou “tire férias”. Entramos na corrente universal da vida para realimentar e reafirmar o sentimento, permanentemente, de que somos um dente da engrenagem e que temos de corresponder a essa confiança. Se não sabemos, ao certo, o que devemos fazer, devemos, ao menos, ao acordar e ao recolher-se para dormir, que é quando adormecemos e nem sabemos o que será de nosso corpo, deixar ligado o instrumento através do qual nos comunicamos com outorgante. Claro, existem outros canais de comunicação, uns mais simples, como a oração e outros mais exigentes, como a meditação. Mas, este, dos sonhos, é tão fácil que a gente o executa dormindo.
Importa saber que não pode haver o ser separado, que em um momento se desgasta no jogo da vida desprovido de entusiasmo, vulnerável às energias opostas, abatido por elas e, em outro momento, o ser que se liga ou religa com a Fonte Vital para carregar suas baterias. Como também não pode haver o ser passivo que apenas ergue suas mãos ao infinito pedindo que lhe seja facilitado o papel diante da vida, quando, na realidade, nem sabe ou nem quer saber que papel é esse. Cadê os sonhos? 
Somos enviados para a vida com planos por nós definidos, viemos como agentes ou produtores autônomos de ação e não como diligentes ou terceiros da ação delegada.
Ao postar-se como diligente, sem planos próprios, como serviçal de interesses alheios, o ser humano assemelhar-se-á aos animais dos serviços domésticos e terá perdido, em sua existência, a oportunidade de dizer a que veio.

NÃO ESTAMOS EM FÉRIAS

Ainda que muita gente se imagine de férias em sua existência corporal, no planeta, e por isso tente levar a vida irreverentemente, toda a logística da vida sinaliza para os propósitos: nada acontece ao acaso. O nosso nascimento não foi um acaso. O desafio ao ser mais inteligente da criação, é descobrir o propósito de cada coisa, principalmente o seu próprio propósito.
Como saber a que viemos? Não é uma tarefa fácil. Mas, também não é impossível. Existem três meios:
(1) Através dos sonhos sonhados de olhos abertos. Eles não nascem do nada. Lá no fundo da alma eles querem dizer algo. Tê-los e sentir que eles são um imã a chamar para um rumo, para um desafio, tal qual uma bússola, é o indicativo de que somos parte de um plano, temos um plano, como todos têm.
(2) Através dos recados enviados pelos sonhos sonhados de olhos fechados. Ter com os sonhos uma certa promiscuidade, um elevado grau de responsabilidade, interatividade, capacidade de anotá-los, investigar as suas circunstâncias, prestar atenção na sua coerência... O resultado poderá indicar mais do que assuntos para conversas matinais com nossos familiares. “Bárbaro! Tive um sonho legal esta noite!”
(3) Através do desenvolvimento de uma cultura de oração e meditação, contemplação e elevada percepção capazes de abrir canais de diálogo eficaz entre a mente corpórea e a mente espiritual. (Sobre este item 3, ainda voltaremos a aprender).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

919-Iniciar-se para a Verdade



Mais inteligente que a máquina

Todos sabemos que o princípio que norteia a informática se baseia na mente humana. Programas informatizados já permitem digitar um contexto e oferecer a conjuntura na qual as coisas estão imbricadas e o computador nos dirá, percentualmente, quais as soluções mais adequadas para nossos problemas. Sabemos também que os computadores não têm emoção. Então, emoção à parte, a mente humana seria capaz de fazer melhor trabalho? E se formos além? Como se poderia chamar o ato de convocar um mestre mais inteligente que a máquina e tão mais livre das influências emocionais para indicar-nos os caminhos mais adequados a seguir, que é nosso espírito?
É claro que a coisa não é tão simples como digitar um contexto e oferecer uma conjuntura e pronto. Se não soubermos fazer a encomenda, a entrega pode sair errada. Isso vale para o computador, vale para nossa mente racional e vale para o mestre espiritual que habita em nós. Então, é preciso compreender que, em qualquer circunstância, pressa, sufoco, irreverência, casuísmo, pode estragar tudo. Mas, nunca é demais lembrar um velho ditado, que não foi aposentado: “discuta o seu problema com o seu travesseiro; quem sabe amanhã de manhã ele tenha a solução esperada!”

MENDIGOS DO UNIVERSO

Continuando com a cátedra de Wilda Tanner, anotemos o que ela sugere: é necessário desenvolver uma cultura de interação com os sonhos e não buscar socorro apenas quando os problemas estouram. Essa é a situação das pessoas que quando têm problemas correm para as igrejas, se curvam, acendem velas, oram, fazem promessas, querem trocar sua omissão por milagres vindos do alto da energia dos santos e guias de sua devoção. Pode ser também a situação daqueles que procuram os adivinhos ou pais-de-santo e pagam qualquer preço, fazem qualquer coisa para que lhes seja dito o que devem fazer. Pode ser, igualmente, algo parecido com o empresário desleixado, que passa o tempo sem se preocupar com a segurança de sua organização, até que um dia, no meio da madrugada, liga para o corpo de bombeiros ou para a polícia, desesperado, querendo que salvem seu patrimônio ameaçado pelo fogo ou pelos ladrões.
Em todos esses casos, estaremos diante de pessoas que querem viver por milagre, por intercessão de alguém de fora, nas mãos de quem depositam sua felicidade e/ou sucesso. São pessoas sem auto-estima, sem valores íntimos, sem capricho, sem garra, sem planejamento, desorganizadas. Viverão apenas enquanto a vida lhes seja misericordiosa. Nunca poderão dizer: isso eu conquistei. Têm a mesma sensação dos mendigos, isto é, falta-lhes DIGNIDADE. Onde e quando não há esmolas não sabem viver.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

918-Iniciar-se para a Verdade


Um pouco de história

Homero se ocupou dos sonhos e o fez de forma irreverente, preferindo entendê-los como tentações dos espíritos do mal. Sócrates foi além ao entendê-los como uma expressão do lado bestial humano. Freud veio nessa mesma linha: as repressões exercidas sobre o ser humano, principalmente, sexuais, para ele, dão origem aos sonhos. Jung foi mais sutil e prestou um grande serviço à humanidade. Observou que em toda a história e no mundo inteiro os sonhos têm muita semelhança. Logo, a sua finalidade tem uma causa: transmitem uma verdade universal àquele que sonha e informam que a origem do fenômeno está associada a processo não aleatório. Melhor dizendo: é mais uma coisa comum a todos os seres humanos. E assim fica demonstrada a existência de um criador, um plano, uma causa e um efeito comuns não apenas no plano biológico.
Outros estudiosos, em linha semelhante de pensamento, teorizaram que os sonhos consistem de associações e memórias emitidas da parte frontal do cérebro, em resposta a sinais aleatórios do tronco encefálico. Estes autores sugeriram que os sonhos são o melhor "ajuste" que o cérebro frontal poderia fornecer a este bombardeamento provindo do tronco cerebral. Nesta proposição, os neurônios-ponte, via tálamo, ativariam várias áreas do córtex cerebral emitindo imagens bem conhecidas ou mesmo emoções, e o córtex, então, tentaria sintetizar as imagens disparadas, dando origem aos sonhos. O sonho "sintetizado" pode ser completamente bizarro e mesmo sem sentido porque ele está sendo desencadeado por uma atividade sem controle. Aquele sonho que temos dormindo é uma propriedade do cérebro, dizem os acadêmicos. Com base nessa assertiva, também vão além e dizem que cachorro, veja, um bicho, também sonha, tem pesadelos.
Mas, há o sonho no sentido figurado, que sonhamos acordados ou imaginando, aquele que chamamos também de devaneio, plano de vida ou fantasia. Esse parece ser uma função além da mente humana, quem sabe algo maior que esta existência.
Contudo, parece existir uma sutil ligação entre uma e outra coisa, entre sonhos e sonhos.

UM MUNDO A PESQUISAR

Já se disse que pessoas aposentadas, de larga idade, umas viúvas, outras não, começam dizer que não têm mais idade para isso ou aquilo e também já não falam mais de seus sonhos quando dormem. O que seria isso, se não o prenúncio da morte?
Pode ser um exagero, mas poderemos ver que não é bem assim. Esse é um distúrbio muito comum, chamado de "Síndrome do Ninho Vazio", no qual adultos a partir de 40 ou 50 anos de idade enfrentam grandes depressões quando seus filhos saem de casa para terem suas próprias vidas. Já é possível aceitar que quando uma pessoa pensa em derrota, a vida que está nela desiste de lutar.
Wilda Tanner, num brilhante trabalho intitulado “O Mundo Místico, Mágico e Maravilhoso dos Sonhos”, ensina que os sonhos que acontecem enquanto dormimos, são terapias para nossos males do dia-a-dia. Segundo ela, para uma imensa maioria, o “terapeuta” chega e trabalha de graça nas altas horas da noite, faz muito bem o seu trabalho, vai embora e nem deixa um cartãozinho para esperar uma ligação de “muito obrigado”. Há casos, porém, que o paciente interage e encomenda ao “terapeuta” as tarefas mais absurdas e importantes e, na manhã seguinte, ao abrir os olhos a solução está ali, completa, clara e certa, também a custo zero.
Wilda trabalha com a hipótese de que interagir com nossos sonhos noturnos significa abrir a porta que leva às maiores oportunidades de expansão do conhecimento. Como alguém que se oferece para estudar o lado espiritual do homem, Wilda assegura que estamos na vida corporal para bem mais do que apenas aprender com os professores, que cobram, e não ensinam tudo; há muita sabedoria nos sonhos e cabe a nós entrar nela.
Mas, atenção: existem livros que sugerem a interpretação literal dos sonhos cujos símbolos prometem dizer a “mesma verdade” para os sonhos de todas as pessoas que, por exemplo tenham sonhado com o pato ou com o padre. Isso não é tão simples assim, pois para uns o pato tem um significado e o padre também. Os símbolos colocados dentro dos nossos sonhos nem sempre são o conteúdo e sim a chave para se chegar ao conteúdo.
As teses de Wilda são conciliatórias entre o saber acadêmico e o saber empírico. Se temos um problema, o melhor caminho é distanciar-se dele para vê-lo de fora. Não é assim que atua a consultoria empresarial? E por que é assim? No centro do problema, agimos com a emoção. E a emoção contamina a razão. Ter emoção é um dos atributos do ser animal que somos. Enquanto animais, temos instintos, temos impulsos, temos medos. Ao trabalhar com os sonhos, permitimos que nosso espírito, de per si ou com a ajuda de guias espirituais, sem emoção, com a razão pura, nos indique a melhor solução.

domingo, 18 de novembro de 2012

917-Iniciar-se para a Verdade


Somos aquilo do sonhamos

Todos sonhamos, isto é certo. O sonho é uma necessidade fisiológica. Não sonham aqueles que dormem sob efeito de soníferos, entorpecentes ou bebida alcoólica. E não sabem o que estão perdendo.
Dormir e sonhar, tanto quanto sonhar acordado, pode ser mais interessante e produtivo do que se imagina. Há, no entanto, aqueles que dizem não lembrar dos sonhos sonhados e mesmo aqueles que dizem e acham que não têm nenhum tipo de sonho.
Médicos, psicólogos e místicos estão cada dia mais interessados nessa relação de nossa mente com sensações e percepções que escapam-nos ao controle. Elas podem significar tudo ou nada para a vida.
Sonhar é, no mínimo, tão importante quanto dormir. Não sonhar pode significar nada ser para a vida.
A par do bem que nos acontece ao sonhar, existem sonhos espontâneos, que sonhamos ao dormir e existem sonhos construídos, que sonhamos imaginando, acordados. Uns e outros parecem ser a mais genuína das formas do ser humano expressar seus desejos, anseios, inclinações, motivações e, (por que não?) a missão! Podem expressar a vida que vive em nós e podem, na sua ausência, sinalizar a vida que está indo embora de nós.
Existem sonhos que movem os seres humanos e existem sonhos que poderiam mudar o destino dos seus sonhadores caso fossem levados a sério. De uma forma mais direta se pode dizer que talvez sejam mensagens de Deus, plantadas em nossa mente, que sirvam para nos direcionar na vida ou para dar sentido à nossa existência. Ou, talvez, seja nosso espírito mandando recados à nossa mente. Não sonhar talvez seja uma das primeiras evidências de que abandonamos a vida e esperamos a morte. Vale para quem turba os sentidos para dormir, vale para quem desiste de ver adiante e vale muito para quem já desistiu de viver e esqueceu de avisar que está de partida.
Três explicações para os sonhos, uma do ponto de vista espírita, duas do ponto de vista científico:
(1) Os espíritas ensinam que os sonhos são produtos da emancipação da alma que, ao dormir o corpo, torna-se independente pela suspensão da vida ativa e da convivência. Daí adquire, o espírito, uma espécie de clarividência indefinida e abandona o corpo para efetuar visitas a lugares mais afastados, conhecidos, jamais vistos e algumas vezes até de outros mundos.
(2) Cientificamente se ensina que o sonho se presta para descargas das tensões cotidianas e como capacitação para enfrentarmos os medos e as tensões.
(3) Há, contudo e também, o sonho que se sonha de olhos abertos, como a razão de ser de nossas vidas, aquilo que, para alguns, tem conotação de destino, missão ou carma.
Nossos sonhos combinam estímulos verbais, visuais, emocionais e espirituais em uma série de histórias fragmentadas e, às vezes, sem sentido, porém sempre muito interessantes. Às vezes, podemos até mesmo resolver problemas em nossos sonhos.
Entre os peritos ainda não há um acordo sobre qual deve ser o propósito de nossos sonhos. Será que eles são somente impulsos mentais ou nosso cérebro está realmente trabalhando em questões da nossa vida cotidiana enquanto dormimos, como se fosse um tipo de mecanismo de imitação? Será que deveríamos nos preocupar até com a interpretação dos nossos sonhos? A resposta é sim! Temos muito o que aprender com eles.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

916-Iniciar-se para a Verdade


Visitas espirituais entre encarnados

Não se canse com a leitura proposta, pois a compreensão do que seja o nosso íntimo passa por saber o que fazemos enquanto dormimos e o quanto mal faz a falta do sono.
O Livro dos Espíritos - 413. Do princípio da emancipação da alma parece decorre que temos duas existências simultâneas: a do corpo,que nos permite a vida de relação ostensiva; e a da alma, que nos proporciona a vida de relação oculta. É assim?
“No estado de emancipação, prima a vida da alma. Contudo, não há, verdadeiramente, duas existências. São, antes duas fases de uma só existência, porquanto o homem não vive duplamente”.
414. Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono?
“Certo e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. É tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas”.
415. Que utilidade podem elas ter, se as olvidamos?
“De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas idéias que vos vêm espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São idéias que adquiristes nessas confabulações”.
416. Pode o homem, pela sua vontade, provocar as visitas espíritas? Pode, por exemplo, dizer, quando está para dormir: Quero esta noite encontrar-me em Espírito com Fulano, quero falar-lhe para dizer isto?
“O que se dá é o seguinte: Adormecendo o homem, seu Espírito desperta e, muitas vezes, nada disposto se mostra a fazer o que o homem resolvera porque a vida deste pouco interessa ao seu Espírito, uma vez desprendido da matéria. Isto com relação a homens já bastante elevados espiritualmente. Os outros passam de modo muito diverso a fase espiritual de sua existência terrena. Entregam-se às paixões que os escravizaram, ou se mantêm inativos. Pode, pois, suceder, tais sejam os motivos que a isso o induzem, que o Espírito vá visitar aqueles com quem deseja encontrar-se. Mas, não constitui razão, para que semelhante coisa se verifique, o simples fato de ele o querer quando desperto”.
417. Podem Espíritos encarnados reunir-se em certo número e formar assembléias?
“Sem dúvida alguma. Os laços, antigos ou recentes, da amizade costumam reunir desse modo diversos Espíritos, que se sentem felizes de estar juntos.Pelo termo antigos se devem entender os laços de amizade contraída em existências anteriores. Ao despertar, guardamos intuição das idéias que haurimos nesses colóquios, mas ficamos na ignorância da fonte donde promanaram”.
418. Uma pessoa que julgasse morto um de seus amigos, sem que tal fosse a realidade, poderia encontrar-se com ele, em Espírito, e verificar que continuava vivo? E, dado o fato, poderia, ao despertar, ter dele a intuição?
“Como Espírito, a pessoa que figuras pode ver o seu amigo e conhecer-lhe a sorte. Se lhe não houver sido imposto, por prova, crer na morte desse amigo, poderá ter um pressentimento da sua existência, como poderá tê-lo de sua morte.”